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domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
To Kill a Mockingbird (1962)
O filme tem muito do que me faz amar a América (que se calhar não existe): as cadeiras de balanço, os alpendres, os baloiços feitos de pneus, as ruas largas e as casas sem muros altos à volta, a justiça (e a injustiça), a infância perdida, o bom (e o mau), o medo (e a coragem) e o mistério.
A sugestão veio do Devaneios.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
I’m glad he filmed that, but Godard!
"The film Sympathy for the Devil is by chance a record of the song by us of that name being born in the studio. The song turned after many takes from a Dylanesque, rather turgid folk song into a rocking samba—from a turkey into a hit—by a shift of rhythm, all recorded in stages by Jean-Luc. The voice of Jimmy Miller can be heard on the film, complaining, “Where’s the groove?” on the earlier takes. There wasn’t one. There are some rare instrumental switches. I play bass, Bill Wyman plays maracas, Charlie Watts actually sings in the wooo-woooo chorus. As did Anita and maybe Marianne too. So far so good. I’m glad he filmed that, but Godard! I couldn’t believe it; he looked like a French bank clerk. Where the hell did he think he was going? He had no coherent plan at all except to get out of France and score a bit of the London scene. The film was a total load of crap—the maidens on the Thames barge, the blood, the feeble scene of some brothers, aka Black Panthers, awkwardly handing weapons to one another in a Battersea scrap yard. Jean-Luc Godard up until then made very well-crafted, almost Hitchcockian work. Mind you, it was one of those years when anything was flyable. Whether it would actually take off was another thing. I mean, why, of all people, would Jean-Luc Godard be interested in a minor hippie revolution in England and try to translate it into something else? I think somebody slipped him some acid and he went into that phony year of ideological overdrive."
Life (Keith Richards and James Fox (Contributor))
- Highlight Loc. 3721-31
- Highlight Loc. 3721-31
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Jazz on a Summer's Day (1959) - o filme
"There is a parable on film of the changeover of power between jazz and rock and roll, in Jazz on a Summer’s Day — a hugely important film for aspiring rock musicians at the time, mostly because it featured Chuck Berry at the Newport Jazz Festival in 1958, playing “Sweet Little Sixteen.” The film had Jimmy Giuffre, Louis Armstrong, Thelonious Monk, but Mick and I went to see the man. That black coat. He was brought on stage — a very bold move by someone — with Jo Jones on drums, a jazz great. Jo Jones was, among others, Count Basie’s drummer. I think it was Chuck’s proudest moment, when he got up there. It’s not a particularly good version of “Sweet Little Sixteen,” but it was the attitude of the cats behind him, solid against the way he looked and the way he was moving. They were laughing at him. They were trying to fuck him up. Jo Jones was raising his drumstick after every few beats and grinning as if he were in play school. Chuck knew he was working against the odds. And he wasn’t really doing very well, when you listen to it, but he carried it. He had a band behind him that wanted to toss him, but he still carried the day. Jo Jones blew it, right there. Instead of a knife in the back, he could have given him the shit. But Chuck forced his way through."
Life (Keith Richards and James Fox (Contributor)) - Highlight Loc. 1643-46
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 20 de novembro de 2011
the yakuza, Sydney Pollack (1974)
É tudo uma questão de giri.
Segundo Ruth Benedict - no excelente livro que escreveu sobre o Japão intitulado The Chrysanthemum and the Sword - giri refere-se a uma categoria de obrigações; "dívidas que terão que ser pagas com equivalência matemática em relação ao favor recebido e existem limitações temporais" (p.116).
E de onde terá vindo aquele pontinho vermelho?
A sugestão do filme vem, de novo, do devaneios.
(LFB)
domingo, 13 de novembro de 2011
O veredicto, Sidney Lumet (1982)
A justiça. A lei. As preces. Os símbolos.
A mulher. O amor e a traição.
O filme está a terminar. O que é que ela quer?
A sugestão do filme vem do devaneios.
(LFB)
terça-feira, 29 de março de 2011
Quando precisar de dar uma lição de psicologia social - grupos sociais, atitudes, comportamentos, dissonância cognitiva, estereótipos, discriminação, preconceitos, primeiras impressões, expectativas, estatutos e papéis, atracção, agressão, cooperação, conflitos e sua resolução e etc- sem ter que ser a 'encher chouriços' veja este filme. O recorte aqui ao lado é o momento em que tudo se decide, mas isto só se descobre vendo o filme segunda vez.
Um excerto, para aguçar o apetite, já lá para o meio do filme:
segunda-feira, 29 de maio de 2006
Imagens da mostra de cinema antigo feito nos Açores


O mais antigo filme - 1927 - que se conhece feito em Angra pelo 'fotógrafo Lourenço' revelou alguns aspectos curiosos. As pessoas sempre muito bem vestidas ocupam toda a estrada como se ela fosse apenas sua. Hoje fazem-no os carros - esses objectos que vistos (ou não vistos) naquela distância são monstruosos, e são-no em parte por terem ocupado totalmente a estrada e até os passeios (haverá alguma razão para já não se fazerem passeios nas estradas?)
As pessoas olham para a câmara como se ela fosse um outro com o qual se pode brincar, ou então como um objecto estranho do qual se deve fugir a correr.
Os filmes de propaganda política, e simultaneamente turística, das visitas dos presidentes Carmona (1941) e Américo Tomás (1963) às "ilhas adjacentes" mostram como tudo então estava sob controlo. Desde o momento da partida em Lisboa - Salazar sempre sorridente à partida e chegada dos presidentes (como se mais de vinte anos não se tivessem passo entre as duas viagens)- todos acodem aos Portos (nas Flores, só uma pessoa, por estar gravemente doente, não compareceu); todos batem palmas, todos gritam 'aqui também é Portugal', todos sorriem alegremente e atiram literalmente flores à cara do presidente e seus acompanhantes.
Pelo meio houve também uma visita do presidente craveiro Lopes (1957?), mas desta visita não se viu documentário; estaria o regime demasiado ocupado com a onda gigante Humberto Delgado?
O filme sobre os Capelinhos é obra de arte feita por cientistas (Orlando Vitorino) que aparecem com aquele ar de pessoas sábias que desejam saber.
Continuo sem ter revisto "Quando o mar Galgou a Terra".

sexta-feira, 26 de maio de 2006
Filmes antigos, documentários, ficção e publicidade são alguns dos temas que esta mostra de cinema oferece, terminando com a ficção Quando o Mar Galgou a Terra que julgo ter visto numa das primeiras emissões da RTP Açores embora, para além do título e de uma vaga ideia de mar a preto e branco, não me lembre de nada. Certamente uma boa forma de percebemos melhor o que somos através do registo daquilo que fomos e da forma como fomos vistos pelos outros.
(LFB)
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