Certamente o mais optimista dos sobreviventes dos campos nazis. Neurologista, psicólogo, filósofo etc., criador da logoterapia ("a terceira escola vienense da psicoterapia" segundo a contracapa da sua autobiografia - Recollections), autor do famoso livro Man´s Search for Meaning (a 1ª edição alemã é de 1946, existe tradução portuguesa mas sem o capítulo sobre a logoterapia - Um Psicólogo no campo de Concentração Vega, 2005), aqui num pequeno filme de 1972, uma raridade sugerida pela TED.
terça-feira, 18 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Estados de espírito
"Demais, quando os homens desejam o que é bom para aquelas pessoas que amam, por causa delas próprias, fazem-no não a partir de um sentimento mas de acordo com uma disposição. Ao amarem um amigo estão a amar o seu próprio bem. Pois quando um homem bom se torna amigo de outro, ele torna-se um bem para o seu amigo. Então cada um ama o seu próprio bem e restitui aquilo que recebe desejando o bem do outro e dando-lhe prazer. É por isso que se diz que a amizade é igualdade, sobretudo aquela que existe entre homens de bem." (Aristóteles, Ética a Nicómaco, 1157b32-1158a2)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Treinos num cubo de ar gigante
Sobre a questão da aceitação, ou não, da base aérea das Lajes como campo de treino para aviões de guerra americanos e para esclarecer o aproveitamento político que alguns têm feito da questão, dando a entender que se trata de uma imposição (mais uma!) dos americanos, vale a pena ler a entrevista à revista do DI (25 Abril 2010) do embaixador dos EUA em Lisboa , David Ballard, e reter a seguinte passagem que é bem esclarecedora sobre quem está na origem do problema e sobre quem terá alguma coisa a dizer:
"Quanto à área de treino - que foi uma proposta portuguesa que os Estados Unidos aceitaram, estamos a cooperar com a Força Aérea portuguesa e com o Ministério da Defesa para encontrar a melhor maneira de concretizar esse projecto." (destaque meu)
"Quanto à área de treino - que foi uma proposta portuguesa que os Estados Unidos aceitaram, estamos a cooperar com a Força Aérea portuguesa e com o Ministério da Defesa para encontrar a melhor maneira de concretizar esse projecto." (destaque meu)
(LFB)
domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Estados de espírito
quarta-feira, 14 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Fotossíntese & Direitos
Os cientistas, para além de iluminados, são seres fotossintéticos.
Portugal é um país soalheiro.
Logo, os direitos dessa gente estão naturalmente assegurados.
http://www.publico.pt/Política/parlamento-rejeita-actualizacao-extraordinaria-das-bolsas-de-investigacao_1431389
(D.O.)
domingo, 21 de março de 2010
Excerto de entrevista a Alexandre Quintanilha
"
Alimentos transgénicos são outro tema do dia...
Todos os alimentos são transgénicos. Não há praticamente nada do que nós comemos hoje em dia que não tenha sido manipulado das formas mais ao acaso. Os vegetais ou carne que nós consumimos foram "melhorados". Não há praticamente animais que não sejam transgénicos. Um purista diria: "Não! Não! Transgénico aplica-se a uma coisa muito específica, a pôr lá um gene". Seria um absurdo dizer que não há risco na produção de plantas ou animais "melhorados" ou transgénicos. Não há nada que não tenha risco. Ele existe mesmo quando se atravessa uma rua para ir tomar um café. A questão é saber quais os riscos que estamos dispostos a aceitar e se há a possibilidade de alguns escolherem esses riscos ou não. Nós não devemos impedir que a informação chegue às pessoas e que elas decidam depois e que tomem os riscos que quiserem. Os riscos devem ser diminuídos mas há quem diga que a grande reacção dos europeus face aos transgénicos se deve ao facto de eles se terem atrasado em relação aos americanos que estão a proteger os seus mercados interiores até desenvolverem os seus próprios transgénicos. É claro que a crítica que os transgénicos foram feitos para darem mais dinheiro às grandes firmas também é verdade. Não se preocuparam em melhorar a qualidade nutricional dos alimentos. Fizeram-se coisas gravíssimas como plantas com genes suicidas que impediam os agricultores de usar as suas sementes e os obrigava a comprar sementes à mesma firma. Isso foi escandaloso. Allgumas empresas funcionam de forma não muito correcta.
Quer dar exemplos?
Não nos esqueçamos de que muito do melhoramento foi feito através da radioactividade, as plantas eram postas ao pé de fontes radioactivas para o número de cromossomas duplicar. Em muitos casos a manipulação genética foi feita à brutamontes. Mas também se fizeram críticas do género "agora metem-se genes dos peixes nas plantas, que coisa horrível" como se os genes tivessem rótulos. O gene é um grupo de moléculas e muitos deles são iguais nos homens, nos peixes, nas plantas. A grande descoberta do genoma foi essa: somos muito parecidos. (...)
"
Alexandre Quintanilha, excerto de entrevista retirado de Massada, Jorge, (org.) Vale a Pena ser Cientista? Campo das letras, 2002, pp.42-43.
Alimentos transgénicos são outro tema do dia...
Todos os alimentos são transgénicos. Não há praticamente nada do que nós comemos hoje em dia que não tenha sido manipulado das formas mais ao acaso. Os vegetais ou carne que nós consumimos foram "melhorados". Não há praticamente animais que não sejam transgénicos. Um purista diria: "Não! Não! Transgénico aplica-se a uma coisa muito específica, a pôr lá um gene". Seria um absurdo dizer que não há risco na produção de plantas ou animais "melhorados" ou transgénicos. Não há nada que não tenha risco. Ele existe mesmo quando se atravessa uma rua para ir tomar um café. A questão é saber quais os riscos que estamos dispostos a aceitar e se há a possibilidade de alguns escolherem esses riscos ou não. Nós não devemos impedir que a informação chegue às pessoas e que elas decidam depois e que tomem os riscos que quiserem. Os riscos devem ser diminuídos mas há quem diga que a grande reacção dos europeus face aos transgénicos se deve ao facto de eles se terem atrasado em relação aos americanos que estão a proteger os seus mercados interiores até desenvolverem os seus próprios transgénicos. É claro que a crítica que os transgénicos foram feitos para darem mais dinheiro às grandes firmas também é verdade. Não se preocuparam em melhorar a qualidade nutricional dos alimentos. Fizeram-se coisas gravíssimas como plantas com genes suicidas que impediam os agricultores de usar as suas sementes e os obrigava a comprar sementes à mesma firma. Isso foi escandaloso. Allgumas empresas funcionam de forma não muito correcta.
Quer dar exemplos?
Não nos esqueçamos de que muito do melhoramento foi feito através da radioactividade, as plantas eram postas ao pé de fontes radioactivas para o número de cromossomas duplicar. Em muitos casos a manipulação genética foi feita à brutamontes. Mas também se fizeram críticas do género "agora metem-se genes dos peixes nas plantas, que coisa horrível" como se os genes tivessem rótulos. O gene é um grupo de moléculas e muitos deles são iguais nos homens, nos peixes, nas plantas. A grande descoberta do genoma foi essa: somos muito parecidos. (...)
"
Alexandre Quintanilha, excerto de entrevista retirado de Massada, Jorge, (org.) Vale a Pena ser Cientista? Campo das letras, 2002, pp.42-43.
terça-feira, 16 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Estados de espírito
"... é dificil em algumas circunstâncias decidir que opção se deve tomar e qual a que se deve preterir, tal como difícil é decidir o que tem de se suportar em vista do quê. Mas mais difícil ainda é mantermo-nos fiéis às decisões tomadas. Pois, na verdade, acontece o mais das vezes que o que se pode esperar é duvidoso e o que se é obrigado a fazer é vergonhoso."
(Aristóteles, Ética a Nicómaco, (tr. A.C.C.), Quetzal, 2009, p.66-1110a29-35)
domingo, 7 de março de 2010
O JOGO DA CONSPIRAÇÃO
Um amigo meu, depois de ler a entrevista a Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde do Conselho da Europa, que denuncia a conspiração da gripe A, diz-me não ter caído na conspiração do Iraque, mas agora vacinou-se, e questiona se a partir de agora só haverá lucro com conspirações?
O que se segue é a minha resposta.
O Iraque foi uma conspiração da mesma maneira que a vacina contra a gripe A o é.
Eis algumas regras comuns às teorias da conspiração:
1) nunca estamos na posse de toda a informação relevante nem sabemos bem onde encontrá-la;
2) temos pessoas intelectualmente credíveis do lado da conspiração e do lado da desinformação (há um outro lado quem é o da realidade e tem sempre a ver com vidas e mortes mas que também podem resultar de outras conspirações: no caso da gripe os milhões de mortos da gripe de 1918 e o medo de que qualquer coisa de análogo se repita e nos apanhe; no caso do Iraque, as centenas de milhares de pessoas gaseadas e os milhões de oprimidos e o medo de que qualquer coisa análoga se repita e nos apanhe);
3) a ciência, a política e a ética misturadas e abusadas ao ponto de perderem qualquer credibilidade;
4) a lógica infinita das conspirações: o denunciador da conspiração - no caso o entrevistado - pode ser ele próprio um conspirador e assim sucessivamente;
5) o jeito que as conspirações dão a qualquer um dos lados - os maus tornam-se bons (o vírus e o regime totalitário de Saddam); e os bons tornam-se maus (o combate ao vírus e o combate aos totalitarismos);
6) o inimigo é sempre invisível e ligado à ganância e ao aproveitamento das desgraças dos outros (as companhias farmacêuticas e os interesses ligados com o petróleo e com as guerras);
7) a democracia e a liberdade tornam-se uma ilusão (a OMS e a América tornam-se uma conspiração risível);
8) a implicação assustadora de que todas as nossas referências têm um carácter ilusório e enganador;
O que se segue é a minha resposta.
O Iraque foi uma conspiração da mesma maneira que a vacina contra a gripe A o é.
Eis algumas regras comuns às teorias da conspiração:
1) nunca estamos na posse de toda a informação relevante nem sabemos bem onde encontrá-la;
2) temos pessoas intelectualmente credíveis do lado da conspiração e do lado da desinformação (há um outro lado quem é o da realidade e tem sempre a ver com vidas e mortes mas que também podem resultar de outras conspirações: no caso da gripe os milhões de mortos da gripe de 1918 e o medo de que qualquer coisa de análogo se repita e nos apanhe; no caso do Iraque, as centenas de milhares de pessoas gaseadas e os milhões de oprimidos e o medo de que qualquer coisa análoga se repita e nos apanhe);
3) a ciência, a política e a ética misturadas e abusadas ao ponto de perderem qualquer credibilidade;
4) a lógica infinita das conspirações: o denunciador da conspiração - no caso o entrevistado - pode ser ele próprio um conspirador e assim sucessivamente;
5) o jeito que as conspirações dão a qualquer um dos lados - os maus tornam-se bons (o vírus e o regime totalitário de Saddam); e os bons tornam-se maus (o combate ao vírus e o combate aos totalitarismos);
6) o inimigo é sempre invisível e ligado à ganância e ao aproveitamento das desgraças dos outros (as companhias farmacêuticas e os interesses ligados com o petróleo e com as guerras);
7) a democracia e a liberdade tornam-se uma ilusão (a OMS e a América tornam-se uma conspiração risível);
8) a implicação assustadora de que todas as nossas referências têm um carácter ilusório e enganador;
9) a Evidência (conspirativa?) de que somos levados pela corrente da verdade contra a falsidade.
Outras conspirações em construção sob a mesma lógica (sugere-se, como jogo, que tome uma posição, siga as regras apresentadas e retire as suas conclusões):
- o aquecimento global afinal é uma conspiração pseudo-científica (um caso curioso de cientistas contra cientistas);
- a crise económica mundial e nacional afinal é uma conspiração (a direita contra a esquerda, por exemplo);
- a fome no mundo afinal é uma conspiração (a desgraça dos outros contra os engraçados);
- a falta de qualidade dos alimentos processados é uma conspiração; (os grandes produtores de alimentos contra os grandes produtores de alimentos)
- eu próprio sou uma conspiração (eu contra mim).
Outras conspirações em construção sob a mesma lógica (sugere-se, como jogo, que tome uma posição, siga as regras apresentadas e retire as suas conclusões):
- o aquecimento global afinal é uma conspiração pseudo-científica (um caso curioso de cientistas contra cientistas);
- a crise económica mundial e nacional afinal é uma conspiração (a direita contra a esquerda, por exemplo);
- a fome no mundo afinal é uma conspiração (a desgraça dos outros contra os engraçados);
- a falta de qualidade dos alimentos processados é uma conspiração; (os grandes produtores de alimentos contra os grandes produtores de alimentos)
- eu próprio sou uma conspiração (eu contra mim).
(LFB)
Especialistas Apressados
É impressionante a prontidão com que certos "especialistas" acodem à televisão quando esta se vê aflita para descascar a batata quente que tem em mãos! Um belo exemplo foi o comentário do "psicólogo forense" Carlos Poiares* no Telejornal de hoje (RTP1), onde traçou o perfil psicológico do "violador de Telheiras". Qualquer coisa como: "é um indivíduo anti-social, provavelmente com desvios psicopáticos". O mais grave nem sequer é a banalidade do comentário (imagino a cara de pasmo do espectador: "não é que o violador é anti-social?!"), mas antes o descrédito a que vota a psicologia. Então não é que agora se elaboram perfis psicológicos sem que se cumpra o mais elementar passo desse processo, a avaliação psicológica do sujeito?
*Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Doutorado em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Tema de tese: Análise psicocriminal das drogas: o discurso do legislador.
(DO)
sábado, 6 de março de 2010
"A diversidade dos campos que a prática nos força a distinguir não impede o reconhecimento das suas sobreposições. A diversidade de métodos não compromete em nada o rigor científico. Pelo contrário, é a sua garantia: os problemas não são criados para os métodos mas sim os métodos para os problemas.
A procura da verdade não seria capaz de chegar, em todos os domínios, à mesma espécie de rigor e de exactidão."
Lagache, D. (1978). A Unidade da Psicologia. São Paulo: Edições 70. p. 21.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
"
Secretária: Senhor Doutor, está um homem invisível na sala de espera.
Doutor: diga-lhe que eu não o posso ver.
Pode ter achado que esta anedota não contribuiu nada para explicar a distinção kantiana entre fenómeno e númeno, mas isso é porque há algo na tradução do alemão que se perdeu. Aqui vai a anedota tal e qual como nós a ouvimos num café na Universidade de Konigsberg:
Secretária: Herr Doctor está um ding an sich [coisa-em-si/númeno] na sala de espera.
Urologista: Outro ding an sich! Se eu vejo mais algum hoje, passo-me. Quem é?
Secretária: Como é que eu posso saber?
Urologista: Descreva-o.
Secretária: deve estar a brincar!
"
Cathcart T., & Klein, D., Plato and Platibus walk into a Bar - understanding Philosophy through jokes, Penguin,2007, p.64.
Secretária: Senhor Doutor, está um homem invisível na sala de espera.
Doutor: diga-lhe que eu não o posso ver.
Pode ter achado que esta anedota não contribuiu nada para explicar a distinção kantiana entre fenómeno e númeno, mas isso é porque há algo na tradução do alemão que se perdeu. Aqui vai a anedota tal e qual como nós a ouvimos num café na Universidade de Konigsberg:
Secretária: Herr Doctor está um ding an sich [coisa-em-si/númeno] na sala de espera.
Urologista: Outro ding an sich! Se eu vejo mais algum hoje, passo-me. Quem é?
Secretária: Como é que eu posso saber?
Urologista: Descreva-o.
Secretária: deve estar a brincar!
"
Cathcart T., & Klein, D., Plato and Platibus walk into a Bar - understanding Philosophy through jokes, Penguin,2007, p.64.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Foer, S., J., Eating Animals
(Clique no título para aceder ao site promocional do livro)
Especialmente para aqueles que não querem perceber a ligação entre uma alimentação carnívora, o sofrimentos dos animais e as questões ambientais aqui vai, em jeito de bom ano novo, uma citação de um excelente livro acabadinho de sair:

"Os omnívoros contribuem sete vezes mais para o volume dos gases com efeito de estufa do que os vegetarianos.
"As NU resumem, do seguinte modo, os efeitos da industria de carnes: a criação de animais para alimentação (quer seja em fábricas de carne ou nas tradicionais quintas) «é uma das principais causas dos problemas ambientais mais preocupantes, e isto em qualquer escala, quer local quer global... Quando se trata de lidar com problemas como a degradação do solo, as alterações climáticas e a poluição do ar, a falta de água e a sua poluição, a perca de biodiversidade [a agricultura animal] deveria ser uma preocupação política. A contribuição da criação de gado para os problemas ambientais é gigantesca». Por outras palavras, se nos preocupamos com o ambiente, e se aceitamos os resultados científicos apresentados por fontes credenciadas, então devemos reflectir sobre a alimentação carnívora.
Dito de forma muito simples: alguém que come regularmente produtos vindos da industria de criação de animais não pode intitular-se ambientalista sem, com isso, divorciar a palavra do seu significado."
Especialmente para aqueles que não querem perceber a ligação entre uma alimentação carnívora, o sofrimentos dos animais e as questões ambientais aqui vai, em jeito de bom ano novo, uma citação de um excelente livro acabadinho de sair:

"Os omnívoros contribuem sete vezes mais para o volume dos gases com efeito de estufa do que os vegetarianos.
"As NU resumem, do seguinte modo, os efeitos da industria de carnes: a criação de animais para alimentação (quer seja em fábricas de carne ou nas tradicionais quintas) «é uma das principais causas dos problemas ambientais mais preocupantes, e isto em qualquer escala, quer local quer global... Quando se trata de lidar com problemas como a degradação do solo, as alterações climáticas e a poluição do ar, a falta de água e a sua poluição, a perca de biodiversidade [a agricultura animal] deveria ser uma preocupação política. A contribuição da criação de gado para os problemas ambientais é gigantesca». Por outras palavras, se nos preocupamos com o ambiente, e se aceitamos os resultados científicos apresentados por fontes credenciadas, então devemos reflectir sobre a alimentação carnívora.
Dito de forma muito simples: alguém que come regularmente produtos vindos da industria de criação de animais não pode intitular-se ambientalista sem, com isso, divorciar a palavra do seu significado."
(FOER, Jonathan Safran, Eating Animals, Little, Brown and company, 2009, pp.58-59. tr. LFB)
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