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sábado, 13 de junho de 2020

GUARDI, Giacomo, View of the Venetian Lagoon


Daqui.

Por sugestão de  Aldous Huxley, As Portas da Percepção,  Antígona, p. 57, onde se pode ler: "A magia só começou a resultar outra vez quando nos embrenhámos num novo subúrbio e começamos a deslizar entre duas fiadas de casas. Aqui, não obstante a fealdade peculiar da arquitectura, senti surtos renovados de alteridade transcendental, vislumbres do Céu daquela manhã. As chaminés de tijolo e os telhados verdes de ardósias sintéticas cintilavam ao sol, quais fragmentos da nova Jerusalém. E, de súbito, vi o que Guardi vira e (com que incomparável talento!) tantas vezes representara nas suas telas - uma parede de estuque com uma sombra a tombar-lhe em cima de viés, nua mas inesquecivelmente bela, vazia mas carregada com todo o significado e todo o mistério da existência."



segunda-feira, 8 de maio de 2006

Ainda acredito na educação (embora cada vez menos)

porque depois de ler os motivos de depressão de um professor, sei que fiz bem em leccionar o programa do 11º ano de Filosofia a partir do Mil Novencentos e Oitenta e Quatro de G. Orwell e do Admirável Mundo Novo de A. Huxley. Sei que é possível ser inovador, ousado, desobediente e arriscado - numa palavra: ANORMAL - no ensino secundário. E sei que isso é que faz a diferença. Embora a corrente nos puxe em sentido contrário. Sei que existem ex-alunos meus que estão neste momento na Universidade e sabem quem foi Orwell e o que é o Big Brother. É claro que essa turma foi excepcional. Mas outras virão - e é isto que que me faz acreditar ainda na educação.


(LFB)