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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Estados de Espírito



“Que aqueles que não sabem o que fazer nesta vida desperdicem o seu tempo a pensar na vida eterna. Se vivermos intensamente, virá o tempo em que adormecer será como uma bênção. Se amarmos intensamente, virá o tempo em que a morte será como uma bênção. (...) A vida que eu quero viver é uma vida que eu não poderia suportar na eternidade. É uma vida de amor e de intensidade, de sofrimento e de criação. (...) Do mesmo modo que merecemos uma boa noite de sono, também merecemos morrer. Porque deveria eu querer acordar outra vez? Porque deveria querer fazer aquilo que não fiz no meu tempo de vida? Todos nós temos muito mais tempo do que aquele que aproveitamos bem. (...) O sentimento de que a morte é distante e irrelevante torna a vida um desperdício. (...) Melhor seria se tivéssemos um encontro com a morte. (...) Não há nada de mórbido em pensar e falar sobre a morte. Aqueles que desacreditam a honestidade desconhecem as suas alegrias.”


(Kaufmann, W., The Faith of an Heretic, citado em Phillips, C., Socrates Café - a fresh taste of philosophy, Norton, p.160. tr. LFB)