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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"... Se pudéssemos escolher, qual seria a melhor morte?
César respondeu imediatamente.
- Súbita e inesperada, mesmo que sangrenta e dolorosa. Seria imensamente preferível a uma morte prolongada. De entre todos os episódios que referes, Lépido, a morte de Pompeio foi a melhor. Todos os outros avistaram a sombra da morte muito antes de ela os atingir, e devem tê-la contemplado com temor, mas Pompeio manteve, mesmo até ao fim, uma esperança, ainda que frágil; e o fim chegou-lhe de forma surpreendente, ainda que chocante. É certo que o corpo dele foi profanado mas, quando me entregaram os restos, eu tratei de que fossem purificados, e de que fossem objecto de todos os ritos adequados. O lémure dele repousa em paz."

Steven Saylor, Roma, Bertrand editora (Tr. M. J. Figueiredo), p.598.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ROMA de Steven Saylor

"Que mal nos fizeram os clusinos? - perguntou Breno. - O mal de terem demasiado, enquanto nós temos muito pouco! O mal de serem poucos enquanto nós somos muitos! Quanto aos deuses, é possível que os vossos sejam diferentes dos nossos, mas a lei da natureza é igual em toda a parte. Os fracos submetem-se aos fortes. Assim é entre os deuses e entre os animais, como é entre os homens. E, pelo que ouvi contar, os Romanos são iguais a nós. Vocês não andaram também a apoderar-se do que pertencia aos outros, reduzindo homens livres à escravatura, pelo simples facto de serem mais fortes do que eles e porque isso vos convinha? Bem me parecia!"
(p.285)