Os importantes movem-se nos aeroportos, nos palacetes e nos caixotes de lixo.
Kraus
quinta-feira, 7 de março de 2019
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
terça-feira, 24 de julho de 2018
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Julgo ter uma ideia do que
pode ser a solidão judaica, e compreendo também, entre tantas outras
coisas, o orgulho reconhecido por cada mancha verde plantada com as
nossas próprias mãos, e que está pronta a servir de refrigério a quantos
por aqui passam; como entendo também a alegria por cada palavra
readquirida, que cada um sente e preenche, que acorre. Para fortalecer
aquele que lhe é dedicado. Entendo tudo isto, nestes tempos de
auto-alienação e massificação generalizadas e crescentes. (...)
Paul Celan, Telavive outubro de 1969 in, Arte Poética, Cotovia, 1996, p.73
domingo, 22 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
domingo, 4 de março de 2018
Cannonball Adderley Quintet - live
Julian Cannonball Adderley - alto;
Nat Adderley - cornet;
Victor Feldman - piano;
Sam Jones - bass;
Louis Hayes - drums
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
Pavel Friedmann, A Borboleta
A última, a última das últimas,
Tão intensa, brilhante, estonteantemente amarela.
Talvez se as lágrimas do sol cantassem
Sobre uma branca pedra.
Tão intensa, brilhante, estonteantemente amarela.
Talvez se as lágrimas do sol cantassem
Sobre uma branca pedra.
Tanto, tanto amarelo
Alto levado levemente.
Assim se vai porque tenho a certeza que deseja
beijar o mundo com um a-deus.
Alto levado levemente.
Assim se vai porque tenho a certeza que deseja
beijar o mundo com um a-deus.
Há sete semanas que vivo aqui,
Dentro deste gueto encurralado.
Mas descobri o que aqui amo,
Chamam-me os dentes-de-leão
E os braços da castanha branca.
Só mais nenhuma borboleta vi.
Dentro deste gueto encurralado.
Mas descobri o que aqui amo,
Chamam-me os dentes-de-leão
E os braços da castanha branca.
Só mais nenhuma borboleta vi.
Aquela borboleta foi a última.
As borboletas não vivem aqui,
no gueto.
(Tr. Ana Paula Inácio, retirado de Susan Willoughby, Art, Music and Writngs from the Holocaust, Heinemann, p. 42)
As borboletas não vivem aqui,
no gueto.
(Tr. Ana Paula Inácio, retirado de Susan Willoughby, Art, Music and Writngs from the Holocaust, Heinemann, p. 42)
Evocação ao Dia Internacional das Vítimas do Holocausto 28/1/2018
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