por aqui
Por sugestão de Melville, Billy Budd, Relógio D'Água, 2017, p. 89 onde se pode ler:
"Ao vê-los, o Papa desse tempo admirou a sua estranha beleza, com faces claras e rosadas e cabelo loiro, tão diferente do tipo italiano, e exclamou: « Anjos, (querendo dizer Inglês, o derivado moderno). É anjos que lhes chamais? E chamais-lhes assim porque se parecem com anjos?» Se esta cena se tivesse passado mais tarde, podia pensar-se que o Papa tinha em mente os serafins de Fra Angélico colhendo maças nos jardins das Hespérides, alguns dos quais têm uma tez de botão de rosa, como as mais belas raparigas inglesas."
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
terça-feira, 22 de outubro de 2019
os livros
- Kraus, qual a sua relação com os livros?
- A minha paixão é a de ter sempre mais e mais livros (nunca fotocópias); é, se quiser, a de morrer soterrado em livros que não servem nem poderão servir para nada. É a paixão pela inutilidade.
(da entrevista a 'o Pristino')
- A minha paixão é a de ter sempre mais e mais livros (nunca fotocópias); é, se quiser, a de morrer soterrado em livros que não servem nem poderão servir para nada. É a paixão pela inutilidade.
(da entrevista a 'o Pristino')
terça-feira, 27 de agosto de 2019
O self
- Kraus, você se considera um self made man?
- Não, não sou nenhum Tarzan. Sou antes um selfie made man!
(Diálogos da Lusofonia, p. 14)
- Não, não sou nenhum Tarzan. Sou antes um selfie made man!
(Diálogos da Lusofonia, p. 14)
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Estados de espírito
"E o que era a vontade duma menina de cinco anos? Uma onda que a energia humana apenas modula; um desejo de vida, com os seus recursos de amor e fúria."
Agustina Bessa-Luís, As Pessoas Felizes, p.34.
O si próprio
- como gostaria de ver-se a si próprio, Kraus?
- Através dos olhos de uma mulher jovem, magra, de altura mediana, com óculos, sem adereços vistosos e de bata branca. Gostaria de ver o potencial do 'avelhado apresentável', a doença, a pobreza e escárnio, a falta de jeito (clumsiness) e de como surge a atração no olhar...
(da entrevista a 'o Pristino')
sábado, 1 de junho de 2019
A vida no campo
- Kraus, como é a vida no campo?
- uma merda. Enjoa a pesticidas ou a criolina. Acorda-se e os motores a gasóleo invadem-nos.
O Shabat é sistematicamente violentado pelas máquinas de corte. Os transportes cheiram quase sempre a bosta de vaca ou a coisas piores. Não se pode andar a pé; não havendo passeios põe-se em risco a vida no campo! E tudo fica longe. E o plástico? ai, ai.
Uma merda querer ser romântico na era da técnica. Como se houvesse natureza num prado...
Puta que pariu os ruralistas.
Excerto de entrevista publicada no jornal 'O Prístino' (27/8/16).
quinta-feira, 7 de março de 2019
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
terça-feira, 24 de julho de 2018
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Julgo ter uma ideia do que
pode ser a solidão judaica, e compreendo também, entre tantas outras
coisas, o orgulho reconhecido por cada mancha verde plantada com as
nossas próprias mãos, e que está pronta a servir de refrigério a quantos
por aqui passam; como entendo também a alegria por cada palavra
readquirida, que cada um sente e preenche, que acorre. Para fortalecer
aquele que lhe é dedicado. Entendo tudo isto, nestes tempos de
auto-alienação e massificação generalizadas e crescentes. (...)
Paul Celan, Telavive outubro de 1969 in, Arte Poética, Cotovia, 1996, p.73
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