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sábado, 27 de janeiro de 2018

Pavel Friedmann, A Borboleta

A última, a última das últimas,
Tão intensa, brilhante, estonteantemente amarela.
Talvez se as lágrimas do sol cantassem
Sobre uma branca pedra.
Tanto, tanto amarelo
Alto levado levemente.
Assim se vai porque tenho a certeza que deseja
beijar o mundo com um a-deus.
Há sete semanas que vivo aqui,
Dentro deste gueto encurralado.
Mas descobri o que aqui amo,
Chamam-me os dentes-de-leão
E os braços da castanha branca.
Só mais nenhuma borboleta vi.
Aquela borboleta foi a última.
As borboletas não vivem aqui,
no gueto.

(Tr. Ana Paula Inácio, retirado de Susan Willoughby, Art, Music and Writngs from the Holocaust, Heinemann, p. 42) 
 
 

Evocação ao Dia Internacional das Vítimas do Holocausto 28/1/2018

 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Ghetto Swingers

Joža Karas, Music in Terezin 1941-1945, Pendragon, New York, 2008 (2ª ed.)

Coco Schumann, The Ghetto Swinger - A Berlin Jazz-Legend Remembers, Doppelhouse Press, LA, 2016;

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Leo Haas (1901-1983), Jewish Children Marching in Terezin, 1942

Etching and aquatint on paper, 21.7 x 28.7 cm
Inscribed (in German) and dated, lower left: Terezin 1942, Für das Museum der Ghettokämpfer im Israel [to the Ghetto Fighters' House Museum in Israel]

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


 Copiado daqui. 

Os artistas de Terezin

"(...)
Quando o jovem e brilhante condutor Rafael Schächter conduziu o Requiem, o próprio Eichmann foi à estreia, acompanhado pelo seu ajudante, o capitão Moes das SS, o homem que era conhecido entre os judeus como "o pássaro da morte". Uma descrição do incidente descreve um Eichmann confuso, perdido, entrando como que numa espécie de devaneio quando os seus Judeus cantaram Dies Irae, Lebera me, libera nos! Em muitos alemães há, em relação às artes, uma boa dose de diletantismo, de amadorismo. Penso que reagiram com curiosidade diletante ao florescimento das artes em Terezin. Permitiram os concertos, as palestras, a biblioteca, os espectáculos e, por vezes, parecia que os incentivavam.
Mas quando a arte se tornou um adversário, tinha que ser esmagada. (...)"


Gerald Green, The Artists of Terezin, Schocken Books, 1978, p.32-35, tr LFB)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012