terça-feira, 16 de junho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
les larmes
Je voudrais m'intéresser à l'une des techniques qu'a si souvent cultivée Rabbi Eliahou ben Salomon Zalman connu sous le nom du Gaon de Vilna (1720-1797). Il's s'agit du «pleurement».
La chose a différentes interprétations. L'une d'entre elles prétend que les larmes, quand elles atteignent un certain niveau, provoquent la révélation des forces divines. cela existe das la kabbale mais aussi chez les chrétiens orthodoxes d'Orient. Cést une des techniques les plus anciennes de la vie mystique. Elle est utilisée en principe pour provoquer des états de conscience paranormaux. Quand j'ai écrit cela, certans critiques et quelques chercheurs m'ont cherché querelle. Or, les dernières recherches conduites sur ce sujet ont montré que c'etait encore plus ancien que je ne l'imaginais.
J'ai développé ce thème dans mon livre La Cabbale, nouvelles perspectives. Je rappelle que le pleurement est, pour un juif, un devoir au cours de la période de deuil ainsi qu'à l'occasion de la journée de ticha béav, jour où on évoque la destruction do Temple de Jérusalem. L'effusion de larmes à cette occasion était très appréciée. Il arrive que l'on dépeigne Dieu lui-même pleurant la destruction du Temple. de tout temps, le pleurement a été regardé par la tradition juive comme faisant partie d u processus de la techouva, le «repentir». Il faut ajouter que les pleurs peuvent contribuer, selon une tradition, à hauter la venue du messie. Selon une autre version, le pleurement fait partie de l'effort qui vise à éviter aux juifs les événements catastrophiques prévus pour la période qui précédera immediatement l'arrivée du messie.
Le pleurement mystique, quant à lui, a pour vocation ou pour objectif d'obtenir des révélations surtout de caractère visuel mais aussi des révélations de secrets. Cependant il était, selon moi, destiné à la seule élite et a été pratiqué effectivement par un petit nombre de ceux que cherchaient à faire l'expérience de visions ou de la révélation de secrets.
On peut d'ailleurs penser que certaines techniques ascétiques chrétiennes peuvent avoir été influencées par des traditions juives anciennes à propos des possibilités mystiques du pleurement. il en est de même, me semble-t-il, directement ou indirectement, de l'ascétisme soufi. J'ajoute que ce pleurement mystique constitue en général l'ultime étape d'un precessus ascétique qui comprend le jeûne, le deuil et des souffrances volontaires.
Moshé Idel & Victor Malka, Les chemins de la Kabbale, Editions Albin Michel, 2000, 36-38.
terça-feira, 9 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Stieglitz & Duchamp
Georgia O'Keeffe--Torso 1918-19 Fountain 1917
Por sugestão de Nigel Warburton, O que é a arte? Bizâncio, 2007, onde se pode ler:
"A fotografia de Alfred Stieglitz da Fonte apareceu no segundo número de uma revista, The blind Man, juntamente com uma discussão de «O caso Richard Mutt» que íncluia a seguinte justificação, respondendo à acusação de que esta era «uma mera peça de canalização» e não de arte:
É irrelevante que o senhor Mutt tenha ou não tenha feito a fonte com as suas próprias mãos. Mutt ESCOLHEU-A. Pegou num objecto vulgar do dia-a-dia, colocou-o de modo a que o seu significado útil desaparecesse sob o novo título e perspectiva - criou um novo pensamento para este objecto."
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Claude Debussy Préludes (complete 24) - Krystian Zimerman
1. Danseuses de Delphes 00:00
2. Voiles 03:38
3. Le vent dans la plaine 08:06
4. Les sons et les parfums tournent dans l'air du soir 10:13
5. Les collines d'Anacapri 14:08
6. Des pas sur la neige 17:40
7. Ce qu'a vu le vent d'ouest 22:05
8. La fille aux cheveux de lin 25:19
9. La sérénade interrompue 28:28
10. La cathédrale engloutie 30:58
11. La danse de Puck 38:25
12. Minstrels 40:59
13. Brouillards 43:27
14. Feuilles mortes 46:58
15. La puerta del Vino 50:58
16. Les fées sont d'exquises danseuses 54:06
17. Bruyères 57:20
18. Général Lavine - eccentric 01:00:27
19. La terrasse des audiences du clair de lune 1:03:05
20. Ondine 01:07:37
21. Hommage à S. Pickwick 1:11:01
22. Canope 01:13:26
23. Les tierces alternées 01:16:41
24. Feux d'artifice 01:19:28
domingo, 24 de maio de 2015
Under the sun
"I further observed all the opression that goes on under the sun: the tears of the opressed, with none to comfort them; and the power of their oppressors - with none to comfort them. Them I accounted those who died long since more fortunate than those who are still living; and happier than either are those who have not yet come into being and have never witnessed the miseries that go on under the sun."
Ecclesiastes (JSP) 4: 1-3
domingo, 10 de maio de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
como um rebento de relva que começa a nascer num terreno bravio rodeado de ervas daninhas
"Ontem à tarde lemos juntos os apontamentos que ele me tinha dado. E quando chegámos a estas palavras: «Porém deveria bastar que houvesse uma pessoa digna de se chamar "Mensch" para se acreditar nas pessoas e na Humanidade», então abracei-o num impulso espontâneo. Este é o problema dos tempos que correm. O grande ódio contra os alemães, que me envenena a alma. «Eles que se afoguem, essa ralé, deveriam ser todos fumigados.» Estas observações fazem parte da conversa do dia-a-dia e às vezes provocam-nos a sensação de que é impossível viver nesta época. Até que de repente, há umas semanas, me surgiu a ideia libertadora, hesitante e frágil como um rebento de relva que começa a nascer num terreno bravio rodeado de ervas daninhas: mesmo que só houvesse um alemão digno de ser protegido contra essa chusma bárbara, por causa desse alemão decente não se devia derramar o ódio sobre um povo inteiro.
Isso não significa que uma pessoa deva ter uma atitude indecisa em relação a determinadas correntes, uma pessoa toma posição, indigna-se regularmente com determinadas coisas, tenta informar-se, mas o ódio indiferenciado é a pior coisa que existe. É uma doença da própria alma. O ódio não faz parte do meu feitio. Se chegasse a esse ponto na época actual, então a minha alma ficaria ferida e teria de tentar encontrar um remédio para isso o mais rapidamente possível. (...)
Às vezes encho-me repentinamente de ódio, depois de ler o jornal ou de ouvir uma qualquer notícia do exterior, nesses momentos sou por vezes capaz de me exceder em palavrões contra os alemães. E tenho consciência de que o faço de propósito para magoar Käthe, para dar vazão ao ódio, apesar de ser contra uma querida amiga que eu sei que ama o seu país natal, o que é perfeitamente natural e compreensível, mas nesses momentos não consigo suportar que ela não os odeie tanto como eu - procuro, digamos, sintonia nesse ódio aos meus semelhantes. E isso sabendo eu que ela detesta a nova mentalidade tanto quanto eu, e fica igualmente acabrunhada com os excessos do seu povo. Porém, no íntimo, continua ligada àquele povo, e eu sinto-o, mas nesses momentos não consigo aguentar, esse povo inteiro deve ser exterminado pela raiz, e de vez em quando digo, malévola: «Escumalha, é o que são», enquanto fico envergonhada ao mesmo tempo. E mais tarde fico muito triste e não tenho sossego, porque sinto que tudo isto não está certo.
E então é verdadeiramente tocante o modo como de vez em quando dizemos muito amigavelmente a Käthe, para a animar:«Claro que sim, ainda existem alemães decentes, ao fim e ao cabo os soldados também nem sempre podem fazer alguma coisa, há alguns que são simpáticos.» Mas isso é só em teoria, dizemos isto só para mostrar um pouco de humanidade em meia dúzia de palavras inócuas. Porque se fossem verdadeiras, se sentíssemos realmente aquilo que afirmamos, não precisávamos de as enfatizar como fazemos, nesse caso seria um sentimento partilhado tanto pela saloia alemã como pelas estudantes judias, e então poderíamos falar sobre o bom estado do tempo e sobre a sopa de legumes, em vez de nos atormentarmos com conversas sobre política que nos servem apenas para dar vazão ao ódio. Porque o pensamento político, o tentar ver algo das linhas gerais e descortinar um pouco do que está por detrás delas, é coisa que praticamente desapareceu das nossas discussões; nada é aprofundado e, por esse motivo, hoje em dia não é interessante conversar sobre esses assuntos com outras pessoas. É por isso que S. se apresenta como um oásis no meio do deserto e que o abracei tão subitamente.
Ainda há muito para dizer a este respeito, mas agora tenho de pensar outra vez no trabalho, primeiro vou tomar uma lufada de ar fresco e depois atiro-me ao eslavo litúrgico. Até já."
Etty Hillesum, Diário 1941-1943, Assírio e Alvim, 2009, pp. 68-71.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Billie Holiday, Blue Moon
Billie Holiday -- vocals
Charlie Shavers -- trumpet
Flip Phillips -- tenor saxophone
Oscar Peterson -- piano
Ray Brown -- double bass
Barney Kessel -- guitar
Alvin Stoller -- drums
"who knows?"
"This basic text establishes first of all the extreme distante between human beings and God, and the identification of humanity with animals (which squares well with Gen. 1 and 2). The breath of life vivifies animal and human being alike. But the word here is ruah, well-known as an ambiguous term. Qohelet says nothing here about spirituality, humana beings bearing God's image, etc. Therefore, unquestionably, we are animals. After all, this conclusion does not strike me as so out of the ordinary: since humanity does not behave like the image of God, it is nothing more than an animal.
Our identity with animals is indicated by our common lot: death. A human being may have ruah, but he can in no way claim to be God's equal. He knows nothing of an afterlife, and this indicates his distance from God. Human beings wanted and established this distance, pretending to be equal with God! One wonders why Christians have been so scandalized by scientific hypotesis, including Charles Darwin's, considering they had Qohelet. Human beings and animals are subject to the same fate, just like the wise person and the fool (2:14), the righteous and the wicked, and the pure and impure ...(9:2). Their lot is identical: death. But this as nothing to do with destiny or fate.
Since we cannot fail to come up against death, we must question our identity with animals, who have the same lot, as we have already seen. But we cannot offer a definitive answer; we can only ask: "who knows?" (3:21). You cannot maintain that your spirit will experience a different fate (rising upward) from the life-breath of an animal (which will go downward). We can state nothing in this regard. The unquestionable difference between human beings and animals does not allow us to infer an absolute qualitative difference. Qohelet obliges us to limit ourselves to the question: "who knows?" No revelation can simplify this issue for us. All we have is God's work, this blockage, and this insoluble question. "
Jaques Ellul, Reason for Being - a Meditation on Ecclesiastes, (tr.) Eerdmans Pub., 1990, 222-223.
one and the same fate
"So I decided, as regards men, to dissociate them [from] the divine beings and to face the fact that they are beasts. For in respect of the fate of man and the fate of beast, they have one and the same fate: as the one dies so dies the other, and both have the same lifebreath; man has no superiority over beast, since both amount to nothing. Both go to the same place; both came from dust and both return to dust. Who knows if a man's lifebreath does rise upward and if a beast's breath does sink down into the earth?"
Ecclesiastes (JSP) 3: 17-21
terça-feira, 28 de abril de 2015
Coleman Hawkins - live In Europe 60's
London, England, October 1964
1. Stoned
2. September Song
3. What's New
4. Willow Weep For Me
5. Centerpiece
6. Caravan
London, England, 26 November, 1966
7. Blue Lou
8. I Can't Get Started
9. Body And Soul
10. Disorder At The Broder
Belgium, early June 1962
12. Blowing For Aldolphe sax
13. Disorder At The Border
14. South Of France Blues
15. Rifftide
:
1962,
1964,
1966,
Grandes Mestres
segunda-feira, 27 de abril de 2015
O ponto de vista animal
"Crítica dos animais. Temo que os animais considerem o homem como um ser da sua espécie que perdeu o senso comum animal de forma extremamente perigosa, como o animal alucinado, o animal que ri, o animal que chora, o animal desditoso."
Nietzsche, A Gaia Ciência, Relógio D'Água, 1998, p.175.
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